A Universidad Europea del Atlántico (Universidade Europeia do Atlântico, UNEATLANTICO) acolheu a palestra “Gregorio Ordóñez, la vida posible”, ministrada por Ana Iríbar, viúva de Gregorio Ordóñez e presidente da Fundação Gregorio Ordóñez.
A palestra começou com a projeção de um curta-metragem documental protagonizado por Ana Iríbar, no qual relata a vida de Gregorio Ordóñez. A história começa com sua chegada à Espanha e o momento em que ambos se conheceram e se apaixonaram. A partir daí, o documentário centra-se no trabalho de Gregorio como deputado do Partido Popular no País Basco e na sua implicação ao confrontar publicamente o grupo terrorista ETA. Além disso, ao longo da peça são incorporados testemunhos de pessoas próximas que trazem uma visão mais pessoal e profissional sobre sua figura.
A projecção termina com uma cena em que Ana Iríbar abandona San Sebastián após o assassinato de Gregorio, transmitindo uma mensagem melancólica, mas ao mesmo tempo esperançosa, dirigida a todas as pessoas que foram vítimas de atentados terroristas.
Posteriormente, Ana compartilhou os objetivos que se tinham proposto antes da criação do documentário: aproximar esta realidade aos jovens que não vivenciaram o terrorismo, dar a conhecer e contribuir assim para manter viva a memória das vítimas de ETA, promovendo também o diálogo sobre o que aconteceu.
Ana enfatizou especialmente a necessidade de falar abertamente e dar visibilidade a todas as vítimas do que aconteceu em Espanha durante aqueles anos, assim como à marca que a ETA deixou na história do país. Solicitou igualmente um minuto de silêncio em memória de todas as vítimas do terrorismo em Espanha.
Para concluir, os alunos tiveram a oportunidade de lhe fazer perguntas, o que permitiu orientar a palestra para questões políticas, bem como para sua exposição mediática após o assassinato de Gregorio, a forma como ele a geriu, os motivos que a levaram a mudar-se de San Sebastián e sua posterior reconciliação com a cidade.
Por último, falou sobre a criação da Fundação Gregorio Ordóñez, fundada em dezembro de 1995, poucos meses após o assassinato. Ana ressaltou que o que mais lhe ajudou a suportar o luto foi poder falar dele e dar apoio a outras vítimas.