A Universidad Europea del Atlántico (Universidade Europeia do Atlântico, UNEATLANTICO) foi o palco da mesa aberta ao público da LaLiga Hypermotion, um encontro que reuniu representantes do futebol profissional, do meio acadêmico e dos meios de comunicação para debater sobre o presente e o futuro da competição, o modelo audiovisual e o papel social do desporto.
O evento contou com a presença do presidente da LaLiga, Javier Tebas, o presidente do Racing de Santander, Manolo Higuera, e o jornalista Jesús Álvarez. A mesa-redonda foi moderada em um ambiente acadêmico diante de estudantes de Comunicação e Ciências da Atividade Física e do Esporte.
Durante a inauguração, o reitor da UNEATLANTICO, Rubén Calderón, agradeceu a participação dos palestrantes e a colaboração das entidades esportivas envolvidas. Calderón destacou a importância deste tipo de iniciativas para os alunos, ressaltando o valor formativo do encontro “tanto para os estudantes da CAFYD como para os de Jornalismo”.
O presidente do Racing de Santander, Manolo Higuera, abriu o diálogo focando no momento decisivo que atravessa o clube cantabro, imerso na luta pela ascensão após 16 temporadas de espera. “Estamos perto, mas ainda não estamos. No sábado temos um jogo decisivo em que todos devem estar concentrados”, disse Higuera, apelando à responsabilidade da equipe em uma reta final chave. O dirigente também lembrou experiências pessoais como jogador de futebol em situações de máxima tensão competitiva, destacando a diferença entre jogar pela descida ou pela subida.
Javier Tebas destacou a alta competitividade da LaLiga Hypermotion e o crescimento esportivo e econômico da categoria, ressaltando que o Racing “tem méritos suficientes para estar em uma categoria superior”.
O presidente da LaLiga destacou o modelo audiovisual da competição, bem como o impacto internacional do futebol espanhol, com números globais que colocam a liga entre as mais seguidas do mundo. Também destacou o aumento da afluência aos estádios e o crescimento de audiências, impulsionado em parte pela luta contra a pirataria.
Durante sua intervenção, Manolo Higuera repassou a evolução recente do clube desde sua chegada à gestão, lembrando uma etapa inicial marcada por dificuldades econômicas e esportivas.
O líder explicou que o projeto se baseou na “resiliência” e no planejamento a longo prazo, o que permitiu à equipe crescer progressivamente e consolidar-se como candidato à ascensão. Também destacou a transformação do estilo de jogo, com uma equipe mais ofensiva e competitiva, capaz de superar importantes registros de gols na temporada em curso.
A mesa-redonda também abordou questões estruturais do futebol profissional, como a possível internacionalização de jogos, a gestão do calendário, o papel da arbitragem e a evolução tecnológica do VAR.
Tebas defendeu a progressiva modernização do sistema arbitral e a incorporação de ferramentas automáticas para melhorar a tomada de decisões, enquanto Higuera sublinhou a necessidade de consenso entre clubes em qualquer mudança estrutural.
Outro dos temas destacados foi a partilha de direitos audiovisuais na Segunda Divisão, onde se debateu a necessidade de equilibrar recursos entre categorias para garantir a sustentabilidade dos clubes. Um dos destaques do encontro foi o reconhecimento ao público do Racing de Santander, descrito pelos palestrantes como um exemplo de fidelidade e comportamento exemplar.
Higuera sublinhou a ausência de incidentes nos últimos anos e destacou a crescente presença de jovens e mulheres na massa social da equipe, refletindo uma transformação no perfil do torcedor.
A jornada terminou com uma mensagem comum de otimismo sobre o futuro do futebol espanhol e o papel da LaLiga Hypermotion como competição em crescimento, bem como a importância da colaboração entre instituições esportivas e acadêmicas.
Desde a UNEATLANTICO, o encontro consolidou-se como um espaço de aprendizagem e debate, aproximando a realidade do futebol profissional à comunidade universitária e reforçando o vínculo entre desporto, educação e sociedade.