A Universidad Europea del Atlántico (Universidade Europeia do Atlântico, UNEATLANTICO) é a segunda universidade da Espanha com a maior porcentagem de estudantes internacionais. É o que revela um relatório da Fundação BBVA e do Ivie, que coloca a instituição cântabra entre as principais referências da internacionalização universitária no país, com 38,8 % do corpo discente procedente do exterior.
Esse dado assume especial relevância em um contexto em que a Espanha continua a se posicionar abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da União Europeia no que diz respeito à internacionalização universitária. De acordo com a pesquisa, realizada no âmbito do programa U-Ranking, estudantes internacionais representam 5,2 % do total do corpo discente universitário na Espanha, contra 8,6 % registrados pela OCDE e 9,8 % da média da União Europeia. Além disso, o estudo revela que a capacidade de atrair estudantes estrangeiros(as) se concentra em um número reduzido de instituições, já que apenas 20 universidades concentram 60 % do corpo discente internacional matriculado no país.
Nesse contexto, a Universidad Europea del Atlántico se destaca por sua capacidade de atrair talentos de diferentes partes do mundo. Com 38,8 % de estudantes internacionais, ocupa o segundo lugar em nível nacional, ficando atrás apenas da IE University (76,9 %) e à frente de outras instituições, como a Universidad Europea de Valencia, a Universidad Internacional de la Empresa ou a Universidad de Navarra.
Esses resultados refletem o compromisso da UNEATLANTICO com um modelo educacional de marcada vocação internacional, na qual a diversidade cultural e acadêmica constitui um dos principais valores da experiência universitária. O reitor da UNEATLANTICO, Rubén Calderón, destaca que a internacionalização faz parte de um projeto acadêmico orientado para melhorar a empregabilidade dos(as) estudantes. “A universidade tem a responsabilidade de transmitir conhecimentos e competências que melhorem a empregabilidade e, nesse sentido, há dois elementos especialmente relevantes: o empreendedorismo e a internacionalização”, explica.
Além disso, destacou que a internacionalização não se limita à mobilidade estudantil, mas também implica “internacionalizar a sala de aula”, permitindo que estudantes de diferentes nacionalidades compartilhem espaços de aprendizagem e experiências. “A convivência diária com estudantes de outros países aprimora as habilidades interculturais, amplia a visão de mundo e prepara melhor nossos estudantes para um mercado de trabalho cada vez mais global”, afirma.
O relatório destaca que uma maior internacionalização contribui para ampliar as perspectivas do corpo discente, melhorar a empregabilidade de titulados(as) e reforçar a reputação das instituições de ensino superior. Além disso, o relatório ressalta que as universidades espanholas atraem principalmente estudantes da América Latina e da Europa, representando 44 % e 35 % do corpo discente internacional, respectivamente.
A internacionalização constitui um dos eixos estratégicos da Universidad Europea del Atlántico, que, nos últimos anos, tem promovido uma ampla rede de colaboração com universidades, instituições e organizações de diversos países. Por meio de programas de mobilidade acadêmica, intercâmbios internacionais e projetos de cooperação, a universidade promove uma formação conectada aos desafios e oportunidades de um mundo cada vez mais globalizado.
Nesse sentido, Calderón destaca a importância de iniciativas como o programa Erasmus+ e os convênios bilaterais que a universidade mantém com instituições da Europa, América e África. “Tentamos proporcionar experiências internacionais que permitam aos nossos estudantes desenvolver novas competências, melhorar sua capacidade de adaptação e fortalecer habilidades cada vez mais procuradas pelas empresas”, explica.
O estudo também indica que as universidades privadas apresentam, em termos gerais, maior capacidade de captar estudantes internacionais do que as públicas. Enquanto as primeiras registram uma média de 20,7 % de estudantes estrangeiros(as), as segundas ficam em 8,9 %. Nesse contexto, os dados alcançados pela UNEATLANTICO a situam significativamente acima da média nacional e a consolidam como uma das instituições de referência nesse âmbito.
Calderón considera ainda que o ensino superior deve ser entendido como uma autêntica indústria do conhecimento, capaz de gerar riqueza, atrair talentos e contribuir para o desenvolvimento econômico. “Quando se internacionaliza um setor, aumenta-se seu impacto local. O ensino superior não apenas forma profissionais, mas gera capital humano, impulsiona a inovação e fortalece a competitividade dos territórios”, afirma.
A posição alcançada pela Universidad Europea del Atlántico confirma a importância de continuar a promover estratégias direcionadas para a internacionalização, a cooperação acadêmica e a mobilidade estudantil. Um compromisso que não só fortalece a projeção internacional da instituição, mas também contribui para enriquecer a formação de seu corpo discente e consolidar a Cantábria como um destino universitário cada vez mais atrativo para jovens de todo o mundo.