Encerra-se o Congresso Internacional de Ação Climática (CIACC 2026), realizado na UNEATLANTICO

07 jul 2026
Encerra-se o Congresso Internacional de Ação Climática (CIACC 2026), realizado na UNEATLANTICO

O Congresso Internacional de Ação Climática (CIACC 2026), organizado pela Universidad Europea del Atlántico (UNEATLANTICO), a Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) e a Fundación Empresa y Clima (FEC), concluiu com sucesso sua quinta edição.

Nestes últimos dias, foram realizadas seis sessões dedicadas a diferentes temas relacionados ao âmbito climático. Além disso, contou-se com a participação de diversos especialistas internacionais, que apresentaram várias palestras e compartilharam seus conhecimentos e experiências sobre as distintas temáticas abordadas.

4.ª sessão: Descarbonização e segurança energética

A quarta sessão do congresso foi dedicada à descarbonização e à segurança energética, um binômio que se tornou um dos principais desafios para governos, empresas e indústria.

A sessão abordou os principais desafios da política energética da União Europeia e seu impacto na competitividade econômica, com atenção especial na segurança do abastecimento, nos elevados custos da energia e na transição para um sistema descarbonizado. Durante o debate, foram analisadas a dependência europeia do gás, as dificuldades para ampliar o uso de energias renováveis, o papel que a energia nuclear pode desempenhar para garantir um abastecimento estável e as lições aprendidas com o recente apagão na Espanha. Em conjunto, a sessão destacou a necessidade de compatibilizar os objetivos de descarbonização com o fortalecimento da segurança energética e da competitividade da economia europeia.

A jornada teve início às 08h30 com uma palestra magistral ministrada pelo professor Aleh Cherp, docente da Central European University (Universidade Centro-Europeia, Áustria) e da Lund University (Universidade de Lund, Suécia), além de autor principal do Sétimo Relatório de Avaliação (AR7) do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).

Em seguida, às 09h30, foi realizada uma mesa redonda com a participação de Franc Comino, CEO da Sonnen Espanha; Mario Grosso, professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental do Politecnico di Milano (Politécnico de Milão); Sergio Rojas, professor de Pesquisa do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC); e Esther Zorzano, consultora especializada no setor energético.

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5.ª sessão: Disponibilidade e circularidade dos materiais estratégicos

A sessão abordou o papel fundamental dos materiais estratégicos na descarbonização e no desenvolvimento de novas tecnologias, destacando a elevada dependência europeia de recursos que quase não se encontram em seu território. Foi analisada a necessidade de reforçar e proteger as cadeias de abastecimento em um contexto geopolítico incerto, bem como de promover modelos de economia circular que permitam manter esses materiais em uso por mais tempo por meio de sua reutilização e reciclagem. Além disso, foram discutidos os desafios que a transição para um modelo circular propõe, especialmente a resistência à mudança por parte das empresas e dos consumidores, ressaltando-se a importância de combinar educação, incentivos econômicos e um marco regulatório adequado para acelerar essa transformação.

A sessão teve início às 11h10 com uma palestra magistral ministrada por Virginia Rodríguez, chefa de Projetos do Instituto Geológico e Mineiro da Espanha (IGME-CSIC), e Miquel Rovira, diretor da Área de Sustentabilidade da Eurecat.

A partir das 12h10, celebrou-se uma mesa redonda que contou com a participação de profissionais de destaque de distintos âmbitos relacionados à economia circular e à sustentabilidade. Intervieram María José Jurado, geóloga da Geociencias Barcelona (Geociências Barcelona, GEO3BCN); Carmen López-Quintana, manager do Clúster de Residus de Catalunya (Clúster de Resíduos da Catalunha), que abordou os desafios e oportunidades da valorização de resíduos; María Salamero, Head of Sustainability do CELSA Group (Grupo CELSA); e a doutora Vanessa Tabernero, professora de Química Inorgânica da Universidad de Alcalá (Universidade de Alcalá).

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6.ª sessão: Mercados de carbono: projetos confiáveis

A sexta e última sessão do Congresso Internacional de Ação Climática (CIACC 2026) se centrou na importância dos padrões e sistemas de certificação em projetos de carbono como ferramentas para garantir sua qualidade, transparência e credibilidade. Durante o debate, destacou-se que contar com critérios robustos e mecanismos de verificação independentes é essencial para garantir que esses projetos gerem reduções ou eliminações reais de emissões e cumpram os benefícios ambientais e sociais prometidos. Além disso, destacou-se que esses padrões fortalecem a confiança nos mercados de carbono e contribuem para que os investimentos destinados à mitigação das mudanças climáticas sejam empregados de forma eficaz, responsável e verificável.

A sessão teve início com uma palestra magistral de Josep Garriga, especialista em mudanças climáticas. Posteriormente, foi realizada uma mesa redonda com a participação de Mark C. Lewis, sócio e diretor-executivo da Climate Finance Partners LLC (Parceiros de Financiamento Climático LLC), e Kayleigh Crabb, pesquisadora do Centro para a Implementação do Artigo 6 do Acordo de Paris.

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Encerramento do congresso 

O encerramento do V Congresso Internacional de Ação Climática 2026 contou com a presença ilustre de Elvira Carles, diretora da Fundación Privada Empresa y Clima (Fundação Privada Empresa e Clima); Santos Gracia, presidente da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER)Rubén Calderón, reitor da UNEATLANTICO, e Eloy Planes, presidente-executivo da FLUIDRA, um dos patrocinadores do congresso.

Planes defendeu o papel do CIACC como um espaço de reflexão e antecipação, concebido para abordar os grandes desafios antes que se tornem evidentes ou urgentes. Durante sua intervenção, Planes explicou que o objetivo do congresso é “trazer aqui os temas antes que se tornem evidentes para todos”, bem como “iniciar o diálogo antes que ele se torne inevitável”. Em sua opinião, essa capacidade de se antecipar permite tomar melhores decisões e preparar empresas e instituições para as mudanças que estão por vir, e ele concluiu com uma reflexão final sobre a importância de eventos como este: “Este congresso nos ajuda precisamente a ampliar a perspectiva antes que a realidade nos obrigue a fazê-lo às pressas.”