A docente e pesquisadora da Universidad Europea del Atlántico (Universidade Europeia do Atlântico, UNEATLANTICO), Sara Morales, concluiu o projeto de pesquisa “Correlações cerebrais e medidas neurofisiológicas relacionadas à inteligência emocional em estudantes universitários”, financiado pela Sociedad para el Desarrollo Regional de Cantabria (Sociedade para o Desenvolvimento Regional da Cantábria, SODERCAN), que permitiu relacionar a inteligência emocional, o desempenho acadêmico e o bem-estar psicológico, integrando neste trabalho a avaliação psicológica com a análise de diferentes indicadores neurofisiológicos.
Este projeto, liderado pelo Centro de Investigación y Tecnología Industrial de Cantabria (Centro de Pesquisa e Tecnologia Industrial da Cantábria, CITICAN), promovido pela UNEATLANTICO, surgiu com o objetivo de avaliar a relação entre a inteligência emocional e medidas neurofisiológicas, bem como seu impacto no desempenho acadêmico e nos níveis de depressão, ansiedade e estresse em estudantes universitários.
A pesquisa contou com a participação de 58 estudantes universitários de diferentes titulações e combinou provas psicométricas de inteligência emocional com registros fisiológicos, como frequência cardíaca, frequência respiratória e condutância elétrica da pele, por meio da tecnologia BIOPAC. Esse enfoque multidisciplinar permitiu obter uma visão mais completa dos processos emocionais e cognitivos envolvidos na aprendizagem e na tomada de decisões.
Entre os principais resultados, o estudo mostra que os diferentes estímulos emocionais geram respostas distintas, tanto no nível comportamental quanto no fisiológico. As emoções positivas, como a felicidade, favoreceram um processamento mais rápido das informações, enquanto outras emoções exigiram um maior envolvimento cognitivo. No que diz respeito aos resultados psicológicos, observou-se que os estudantes com níveis mais elevados de inteligência emocional apresentaram maior controle de impulsos e melhor inibição comportamental.
Como parte do projeto, também foi elaborado e implementado um programa de intervenção em inteligência emocional dirigido para estudantes universitários. A oficina, com duração de 30 horas, abordou aspectos como gestão emocional, ansiedade, resiliência e habilidades socioafetivas, com o objetivo de fortalecer as competências emocionais e promover o bem-estar psicológico do corpo discente.
Os resultados obtidos permitirão avançar no desenvolvimento de protocolos padronizados para a avaliação da inteligência emocional por meio de indicadores neurofisiológicos, facilitando a elaboração de intervenções mais personalizadas e adaptadas às necessidades dos estudantes.
Além de sua contribuição científica, este projeto contribui para o avanço do conhecimento científico no âmbito da neuropsicologia e da educação emocional, posicionando a Universidad Europea del Atlántico e o CITICAN como instituições de referência no desenvolvimento de linhas de pesquisa relacionadas à P&DI em saúde mental e bem-estar universitário.
O trabalho prevê, além disso, a publicação de vários artigos científicos em revistas especializadas, com o objetivo de difundir as descobertas obtidas e continuar impulsionando a pesquisa sobre a interação entre emoção, cognição e aprendizagem.
A pesquisadora destaca que “integrar medidas neurofisiológicas a aspectos puramente psicológicos nos permite obter uma visão objetiva inovadora, já que o que eu digo que sinto não é a mesma coisa que o que realmente sinto, e isso realmente ajuda as diferentes instituições, neste caso, a universidade, a serem emocionalmente mais inteligentes e a levar em conta o valor que a inteligência emocional tem no âmbito acadêmico, já que ela não tem apenas relevância científica, mas também educacional e aplicada”.
De modo geral, esta pesquisa contribui para melhorar a compreensão dos fatores que influenciam o sucesso acadêmico e o bem-estar dos estudantes, consolidando uma linha de trabalho direcionada para o desenvolvimento de estratégias inovadoras que promovam um ensino superior mais saudável e adaptado às necessidades emocionais do corpo discente.