Juventude e transformação social: o valor do voluntariado na universidade para um impacto positivo

12 ago 2026
Juventude e transformação social: o valor do voluntariado na universidade para um impacto positivo

Hoje se celebra o Dia Internacional da Juventude. Nesse ínterim, trazemos uma entrevista com o estudante da Universidad Europea del Atlántico (Universidade Europeia do Atlântico, UNEATLANTICO), Álex Elvira Alfonso, que atua coordenando o voluntariado entre os estudantes da UNEATLANTICO.

Nós o entrevistamos para conhecer sua opinião sobre a importância dos jovens para a transformação social e o futuro, e quais são os desafios ou oportunidades que eles têm para agir em prol da comunidade e do planeta.

Como é participar do programa de voluntariado da Universidade?

No meu caso, meu papel é o de coordenar o voluntariado. Fiquei encarregado de informar os estudantes sobre as diferentes atividades, organizar a comunicação, elucidar dúvidas e incentivar as pessoas a participarem. Embora eu não tenha participado como voluntário em todas as atividades, pude vivenciar o programa por dentro e ver como muitas pessoas se envolvem e como cada ação de voluntariado causava um impacto positivo tanto naqueles que ajudavam quanto naqueles que recebiam essa ajuda.

O que essas ações significam para a sua formação?

Acho que o voluntariado traz muito mais do que apenas experiência. Nessa função, aprendi a organizar, comunicar e coordenar pessoas, além de desenvolver senso de responsabilidade e compromisso. Também vi como muitos colegas cresceram pessoalmente depois de participarem das atividades, pois saíram de sua rotina e conheceram realidades diferentes.

Você acha que os jovens do seu meio se interessam pelas ações comunitárias?

Sim, embora muitas vezes precisem conhecer as oportunidades que existem. Percebi que, quando compartilhávamos um trabalho voluntário e explicávamos bem em que consistia, muitos estudantes se animavam a participar. Às vezes, não é falta de interesse, mas sim que as pessoas não sabem como se envolver ou acham que não podem contribuir muito.

Quais são as mudanças sociais mais urgentes que a sua geração deveria liderar?

Acho que deveríamos continuar promovendo uma sociedade mais solidária e inclusiva, na qual haja mais igualdade de oportunidades e que a saúde mental receba a importância que merece. Também é muito importante que nossa geração continue se conscientizando sobre o cuidado com o meio ambiente e participe ativamente da melhoria da sociedade, mesmo que seja por meio de pequenas ações.

Qual é a responsabilidade dos jovens diante de desafios como a desigualdade, a crise climática, a saúde mental, a desinformação ou a polarização social?

Acho que nossa responsabilidade é não ficarmos indiferentes. Não podemos resolver todos esses problemas sozinhos, mas podemos nos envolver, nos informar bem, participar de iniciativas e estar cientes do impacto que nossas ações causam. Muitas vezes, as mudanças começam com pessoas que decidem se envolver.

O que você gostaria que as gerações adultas compreendessem melhor sobre os jovens de hoje?

Gostaria que entendessem que muitos jovens realmente querem participar e contribuir. Pelo voluntariado, percebi que há muitas pessoas dispostas a ajudar, mas, às vezes, é preciso alguém que lhes apresente essas oportunidades ou as incentive a dar o primeiro passo. Acredito que, quando se confia nos jovens e se lhes dá espaço para participar, respondem muito bem e podem contribuir bastante.